O que é a síndrome do edifício doente e como identificar os sinais?

14 de julho de 2026

Reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1982, a Síndrome do Edifício Doente (SED) é o conjunto de sintomas e problemas de saúde causados ou estimulados pela poluição do ar em espaços fechados, como escritórios, prédios e residências. De forma geral, para que um local seja considerado um edifício doente, 20% dos seus ocupantes precisam apresentar problemas de saúde relacionados à permanência no local, como alergias, asmarinitedores de cabeça, náuseas, fadiga, entre outros.

Entre as principais causas estão a má qualidade do ar, ventilação inadequada, acúmulo de poluentes químicos liberados por móveis, tintas, carpetes e produtos de limpeza, sistemas de ar-condicionado mal mantidos, má qualidade da água, contaminação biológica, acúmulo de poeira, fungos e bactérias, umidade excessiva e mofo.

 

O que é a Síndrome do Edifício Doente?

A Síndrome do Edifício Doente (SED) ocorre quando pessoas que permanecem em um mesmo ambiente fechado passam a apresentar sintomas de desconforto ou problemas de saúde associados à permanência no local. Em geral, não há uma doença específica nem uma causa única identificada, mas sim um conjunto de fatores ligados às condições do edifício.

 

Quais são os sintomas mais comuns da Síndrome do Edifício Doente (SED)?

Os sintomas em pessoas expostas a ambientes com Síndrome do Edifício Doente incluem:

  • Irritação, ardência ou coceira nos olhos.
  • Irritação no nariz e na garganta.
  • Coriza e espirros.
  • Tosse seca.
  • Sensação de falta de ar.
  • Dor de cabeça.
  • Tontura.
  • Enjoos e náuseas.
  • Fadiga, cansaço e sonolência.
  • Dificuldade de concentração.
  • Irritabilidade e redução da disposição.
  • Ressecamento, coceira ou vermelhidão na pele.

 

Quais são os sinais de que uma casa está doente?

Além dos sintomas apresentados pelas pessoas que vivem no imóvel, a própria casa costuma apresentar sinais de que a qualidade do ambiente e do ar interno está comprometida.

Um dos principais indícios é quando os sintomas respiratórios surgem ou se intensificam durante a permanência no ambiente e melhoram ao sair dele, como ao passar o dia fora, nos finais de semana ou durante uma viagem.

Também é importante observar características do próprio ambiente, como a presença de mofo em paredes, tetos, armários ou cantos da casa, odores persistentes de mofo ou de produtos químicos, sensação de ar abafado ou "parado", ventilação insuficiente, excesso de umidade e dificuldade para renovar o ar dos cômodos. Esses fatores favorecem o acúmulo de ácaros, fungos, bactérias e outros contaminantes que podem afetar a saúde dos moradores.

 

A Síndrome do Edifício Doente é um problema reconhecido há décadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a Síndrome do Edifício Doente desde 1982, mas poucos anos antes, em 1977, um surto de Doença dos Legionários durante uma convenção na Filadélfia (Estados Unidos), reforçou a importância da manutenção dos sistemas de climatização.

Na ocasião, 34 pessoas morreram e outras 182 adoeceram após a proliferação da bactéria Legionella pneumophila em um sistema de ar-condicionado contaminado. Embora se trate de uma doença diferente da Síndrome do Edifício Doente, o episódio evidenciou como a má qualidade do ar interno e a falta de manutenção podem representar riscos à saúde.

 

Como prevenir a Síndrome do Edifício Doente?

A melhor forma de evitar a Síndrome do Edifício Doente é impedir que contaminantes se acumulem no ambiente. Isso começa com medidas simples, como manter os cômodos bem ventilados, controlar a umidade, realizar a limpeza frequente de superfícies, remover a poeira de forma adequada e fazer a manutenção periódica de aparelhos de ar-condicionado, exaustores e sistemas de climatização. Também é importante utilizar materiais e produtos que liberem menor quantidade de compostos químicos voláteis e corrigir rapidamente infiltrações, vazamentos e outros problemas estruturais que favorecem a proliferação de fungos e bactérias.

Mas, se o ambiente já apresenta sinais de contaminação, apenas abrir as janelas ou limpar as superfícies não é suficiente. Nesses casos, é necessário eliminar a origem do problema, corrigindo infiltrações, removendo focos de mofo, acúmulo de ácaros, realizando a manutenção dos sistemas de ventilação e adotando uma limpeza capaz de remover partículas microscópicas acumuladas.

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Qual equipamento ajuda a melhorar a qualidade do ar interno?

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